Fazer alguns eventos por aí é uma parada muito legal, mas a necessidade falou mais alto!
E como faz uma semana que estou a procura de emprego nessa cidade, resolvi abrir essa série pra escrever um pouco do que vejo por aí quando estou a procura do meu.
Porque também é impossível não registrar momentos tão obtusos.
Esses dias eu recebi um telefonema pra uma entrevista de emprego.
Ficava nuns desses vários edifícios enormes
Entrei numa sala onde tinha mais três caras, engravatados, terno engomado e com uma maleta básica na mão. Sentei e esperei. Eu que, nem muito social estava.
Logo após entrou um outro cara engravatado, terno engomado com uma “bolsa” na mão e pasmem, de maquiagem.
Maquiagem? (...?...)
Passou um tempo (ão) e o silencio da sala chegava a ser, em alguns momentos, desesperador.
Pensei até que já estávamos sendo analisados porque aquela câmera chata bem em cima da minha cabeça (eu sempre escolho os melhores lugares pra sentar) não parava de fazer barulho.
Prometi a mim mesma não fazer nenhum tipo de piada com a situação.
Besteira minha né?! Quando me vi já estava puxando assunto com o “rapaz maquiado” que entrou logo depois de mim...
- Calor, não?!
- Muito.
- E olha que você ainda está com roupas pesadas.
- É
- ...
Passaram mais alguns minutos e uma senhora apareceu, apresentando-se e dizendo algo decorado sobre a empresa. Entregou algumas fichas pra gente preencher enquanto chamava alguns outros pra outra sala.
E eu o tempo todo imaginando o que levava uma pessoa a se vestir totalmente de social e se maquiar pra uma entrevista de emprego.
Cheguei a momentos em pensar que aquele cara era um ator contratado pela empresa pra ver se a gente, entrevistados, tinha algum tipo de preconceito contra transexuais, homosexuais, o que for.
Logo após chamaram meu nome e eu nem metade da ficha tinha preenchido.
Fui assim mesmo, terminando de preencher na frente da mesma senhora quem apresentou os idéias e blá blá blá da empresa.
Fez algumas perguntas idiotas, típicas perguntas que pra se ter a resposta é só olhar na nossa cara e sempre anotava alguma coisa num papel que quase morri querendo saber o que ela ela tanto escrevi ali.
Me deu mais um papel cheio de questões pra responder, agora, ali na sua frente e depois mandou eu esperar na mesma sala anterior, onde já encontrava todos os que estava anteriormente, menos o “rapaz maquiado”. Assim que ele retornou, essa senhora veio conversar com a gente.
..........
Nada contra homosexuais e muito menos pessoas diferentes (no caso eu, que nem de social estava).
Mais fiquei pensando que entre cinco pessoas, as mais naturais que eram os três homens, dois de idade média e um senhor, aquela empresa tinha escolhido uma mulher que nem experiência tem e uma outra pessoa, que nem sei de qual sexo é. Alias, sei.. só não sei quais são suas preferencias sexuais.
Não que isso me importe. Mais a situação foi muito curiosa.
Claro que fui conversando com o cara que nada de viado tinha, a não ser o fato de estar maquiado e não se assustem se eu dizer que sim, o cara virou meu amigo.
Já combinamos até uma balada por aí!
Espero não dar de cara com uma boate gay! Coisas da vida...