segunda-feira, junho 04, 2007

Da série: Lembranças ou Dos sentimentos: Saudades...

Ela se lembrou de um belo dia que resolveu ir a um show de uma banda que admirava muito. Onde saiba que teria uma banda de abertura super maneira que já conhecia meio que por cima. Foi ao show, gostou da banda de abertura quase que igualmente ao show da atração principal e resolveu conhecer melhor o que era aquelas pessoas.

Descobriu que já tinha um contato bem pouco com um deles e resolveu fazer questão de perturbar. Ali, começava uma nova historia que poderia mudar o resto da sua vida... ou não.
Recebeu um convite pra comparecer numa emissora de televisão e assim, conhecer realmente a todos eles de uma forma melhor. Foi até o local não sabendo muito que esperar, só conhecia um dos seis integrantes daquela banda e mesmo assim no virtual.
Reconheceu alguns integrantes da mesma descendo uma longa escada, daquelas em “L” e abriu um sorriso. Pensou com ela: “eram eles” e foi de imediato se apresentar.
Não sabia nem o que estava fazendo direito naquele lugar, muito menos o que pensar a respeito e o que falar pra cada um dos seis rapazes, simpáticos, que adoraram “tirar um sarro” do seu sotaque. Tudo pra eles era novidade, até uma pessoa estranha que estava lá exclusivamente para conhecê-los. Hoje, pra eles, isso é uma coisa totalmente normal.

A primeira pessoa que ela parou pra conversar, hoje não passa de uma recordação muito linda e especial. O cara do sorriso doce, especial, do jeito cativante e diferente hoje infelizmente, não faz parte de um mesmo mundo. Hoje ele faz parte de um mundo invisível cheio de interrogações. Mais ela sabe que suas vibrações estão aqui, com ela e com qualquer uma pessoa que teve a oportunidade de se quer, lhe olhar nos olhos uma única vez. Respirou fundo ao continuar lembrando:

- Você mora em que lugar aqui de São Paulo?

- Longe, posso te afirmar que é muito longe de onde estamos agora! Rs

- Longe, tipo Rio x São Paulo?

- Não, nem tão exagerado assim!

- ... / sorriso encabulado.


“Ali ela conhecia aquele tal de Rodrigo Netto, ou apenas Netto como viria a chama-lo com o passar do tempo, com aquele ar encabulado, aquele sorriso sincero “meio que de lado” e aquele jeito “abobalhado” e “exagerado” que se acostumaria mais pra frente.”

Uma voz chamou seu nome lá do fundo e ele, com uma expressão assustada continuou:

- Ih, a gravação vai começar... vamos subir, vai ficar pra assistir né?

Apenas concordou com a cabeça e subiram as escadas. Assistiu o programa, conheceu os rapazes que fazia parte do seu mundo virtual, agora o mais real possível e resolveu voltar pra casa logo, mesmo eles continuando lá em várias outras gravações... ela realmente morava “muito longe de onde estava agora”...

A saudade se torna uma coisa totalmente constante nas nossas vidas a partir do momento que crescemos para ela. Conhecemos pessoas, convivemos com elas e passamos a admirá-las. Você aí, não sentiria saudade de uma pessoa que não gostasse. Certo?!

Conhecer o Rodrigo, o Detonautas e todos que através deles fazem parte da minha vida foi algo de uma boa vontade imensa que eu agradeço a Deus cada segundo na companhia dessas pessoas. E agradeço ainda mais a Ele por ter colocado no meu caminho pessoa tão linda e especial como foi o Netto. Ele já completou seu ciclo pela Terra, já fez o que era pra ser feito e eu me pego pensando as vezes em o que ele realmente significou na minha vida ou o porque de ele ter existido pra mim, nessa minha passagem por aqui. Hoje faz um ano que choramos de saudade, um ano que sentimos sua ausência. Mais não é um choro de dor, e sim de um sentimento bonito que ele conseguiu fazer despertar em cada ser humano que o admirou, em cada pessoa que eu ele teve contato!

Hoje, as 19h00s apaguem por cinco minutos todas as luzes de suas casas....


Da série: Lembranças ou Do sentimentos: Saudades...

Resolveu aproveitar o final de semana pra simplesmente não fazer nada, ou ficar em casa o dia inteiro e arranjar um monte de coisa pra fazer. Acordou na hora que bem quis e tinha valorizado mais isso, a partir do momento que começou a trabalhar.

Na realidade, nem foi num horário que ela quis... foi acordada praticamente com esmurrões juvenis na porta do seu quarto. Se deu conta que sua sobrinha queria entrar em seu quarto e estava disposta a fazer isso de qualquer forma, mesmo que fosse de um jeito não tão amigável.

“Lembrou que o final de semana tinha se tornado algo um pouco sem graça a partir do momento que conheceu ele, mas resolveu fazer o seu rolar sem nenhum plano”.

Abriu a porta e deu de cara com o anjo mau que fazia com que saísse do seu estado de hibernação. O monstrinho simplesmente abriu o sorriso mais lindo do mundo, deu um grito e correu pro seu quarto. Se ela não tivesse dado aquele sorriso, teria a certeza que o grito seria de pavor, visto que não era tão bem assim em seu despertar. Coitado de um futuro marido.

“...”.

Foi até o banheiro, lavou o rosto e logo em seguida pra cozinha caçar o que comer. Relembrou em voz alta para si mesma que esse seria seu ultimo final de semana regado a besteiras, esfirras, pizzas e qualquer outra coisa que faça com que qualquer ser humano se tornarem monstros. Como se não tivesse feito essas promessas durante o decorrer do ano inteiro.

Resolveu reformar o seu quarto, começando pela arrumação de armários e pelo seu computador. Resolveu também, reativar vários projetos que haviam sidos “deixados para depois” e pra isso, precisaria varrer muitas coisas inúteis de perto de si. E se deu conta que um final de semana pra fazer tudo isso é “muito pouco” tempo.
Começou pelo o primeiro armário e logo de cara se deparou com o álbum de foto.
Chorou e riu muito em vários momentos, relembrando várias situações passadas.
Sentiu saudades da mãe que está agora no exterior. Sentiu saudades dos amigos que morava longe também. Abriu uma pasta de foto e sorriu.

“Por que será que existe a distância? Seria pra gente valorizar mais certas coisas? Só sabia que tudo que ela queria no momento, era que aquele momento daquela foto que admirava tão pensativa, se tornasse novamente real... e não eternizada ali. Queria ele ali, agora, ao seu lado. Ahhh, como queria... pensou em bruxaria, mais resolveu mergulhar em suas recordações mais doces”.

O que seria das pessoas sem as fotos? O que seria de uma pessoa sem recordações, sem momentos vividos intensamente e sido eternizado ali, por uma simples máquina fotográfica? E ela ficou bons minutos avaliando cada foto guardada e lembrando de muitas coisas. Lembrando de muitas coisas mesmo, como a seguinte:

sexta-feira, junho 01, 2007

Sexta-Feira

Abriu os olhos.
Acordou por um som nada suave nos seus ouvidos. Seu celular tocava. Olhou no identificador de chamadas e preferiu não atender. E assim o fez. Olhou para o relógio do próprio celular que já havia parado de tocar. Marcava 4:44 da manhã. Resolveu voltar a dormir. E novamente assim o fez, só depois de ficar tentando imaginar o motivo da ligação. Porém respeitou sua decisão de não querer atender e assim conseguiu finalmente dormir.
Novamente, abriu os olhos e acordou com um barulho chato no ouvido. Maldito celular. Olhou e agora era o alarme que havia programado para despertar na hora certa. Isso ate que a confortou, depois veio uma grande revolta por ter que levantar da cama no frio que estava fazendo. O mesmo relógio agora marcava 8:00 horas da manhã. Pelo menos, hoje, não teria que levantar as seis. Pensou se realmente levantaria ou se ativaria a tecla “soneca” do aparelho que permitia mais cinco de sono. Como se esse cinco minutos não fosse passar em dez segundos. Pensou nele. Não no dono da ligação misteriosa no meio da madrugada que interrompeu seu sono. Mais NELE. Logo ao despertar. E assim tinha sido em outros despertares, em dias anteriores, em semanas anteriores. Mais ele, tava longe demais e resolveu bloquear os pensamentos. Só todos esses pensamentos já haviam feito passar os tais cinco minutos da soneca. Então se enrolou no cobertor peludo, o ultimo da camada de três edredons que havia por cima e se arrastou até o banheiro. Ligou o chuveiro e lembrou que realmente não gostava de trabalhar. Ou pelo menos, acordar cedo não era algo feito com tão boa vontade. Ao entrar no banho lembrou que precisa comprar um chuveiro novo, daqueles bem grande e hiper quente. Lembrou também, de todos os compromissos do dia e acabou também por lembrar que já estava cansada disso. Pensou em virar hippie, morar na praia, e acabou rindo do o próprio pensamento escroto. Resolveu acordar de vez para mais um dia.

Sentou na frente do computador. Abriu todos os sites clichês, Folha Online, Orkut, Fotolog e resolveu se dedicar na leitura do primeiro. Mais embolação do que qualquer outra coisa. Não conseguia hoje, se interessar pelo conteúdo dos sites e muito menos pelo o que acontecia no Brasil, não queria saber de Venezuela, nem de Políticos Corruptos. Muito menos de saber qual era o time que havia perdido alguma partida ou das datas dos jogos das olimpíadas. Não queria saber das novas criações da Microsoft e muito menos queria começar a preparar as aulas que daria do dia. Só queria voltar pra sua cama, voltar a sonhar com algo que agora nem lembra o que era.
Um barulho na porta tirou toda sua concentração no nada. Voltou pro “agora” e descobriu que estava atrasada. Queria a carona do cara que havia batido na porta do seu quarto já a chamando para partirem. E ela não havia nem se trocado.
Fez tudo correndo, como são todos os outros dias da semana. Engoliu o café e saiu. Lembrou dentro do elevador alguma coisa esquecida por causa da pressa. Dessa vez, foi sua marmita feita bondosamente pela sua irmã, todos os dias. Ela sempre tinha que esquecer pelo menos em um dia da semana. Escolheu justo o último dia. Pensou nisso e deu um sorriso. O último dia da semana. Amanhã seria sábado, e ela sim poderia permanecer na cama, até o horário que bem quisesse. Pensou em o que poderia fazer mais tarde, depois do expediente de trabalho, depois do dia inteiro. E ele ainda estava apenas começando. Bendita sexta-feira! Algum show? Algum bar? Companhias? Sabia que convites surgiriam e sugestões também, resolveu esperar.

Chegou no trabalho pronta para dar mais uma aula. E assim o fez.

Uma atrás da outra. Sem esquecer o horário de almoço com uma amiga que conheceu nesse mesmo trabalho. Essa amiga tinha sido demitida há pouco tempo porque tinha mandado a chefe “praquele lugar” na frente de outros funcionários. Antes tivesse feito isso, sozinha, em algum lugar da empresa. Mas fez na frente de outras pessoas que foram lá e simplesmente contaram para chefe. E acabou tendo um destino não tão agradável.

Foram almoçar juntas e lá, contou como tinha sido realmente o caso.
No momento em que a amiga relatava todo o acontecido, flashes passava por sua cabeça pensando num momento de liberdade, se colocando no lugar da amiga.
Já queria parar de trabalhar, sendo que em pouco tempo atrás, essa mesma chefe veio conversar com ela a respeito do tempo de experiência que se expirava:

- Preciso que você faça alguns relatórios pra mim a respeito das turmas que estão para finalizar o curso, tem algum tempo livre durante uma aula e outra?
- Tenho sim senhora, posso matar algum tempo do meu almoço pra preparar esse relatório.
- Bacana, aliás os seus três meses estão acabando né?
- Sim, vai fazer dia 02, quatro meses que estou trabalhando aqui para vocês.
- Então, voltaremos a conversar uma próxima vez a respeito da sua efetivação.

Voltou a si quando a amiga a chamava pelo nome perguntando se estava prestando atenção no que ela lhe contava.

Fez apenas um positivo com a cabeça. Depois do almoço, dos flashes, das lembranças e de algumas risadas com a presença querida da ex-colega de trabalho (era uma das funcionárias que mais gostava dentro da escola que trabalhava), voltou para o trabalho. Dando graças a Deus por ser uma sexta-feira.
Começou a sentir um enjoou e uma cólica muito forte. Foi para a área reservada da escola a procura de algum remédio em vão. Lá encontrou um dos melhores remédios que precisas, caixas de som. Resolveu ouvir musica o resto do dia mesmo sendo o seu local de trabalho, um laboratório de estudo. Era sexta feira, só hoje. Pegou o objeto, ligou no primeiro computador da sala e lá ouviu musicas de bandas como Eletro, Som da Rua, Polar, Reverse, Tchopu, Detonautas e por aí vai.
Os alunos gostaram da aula com musica, alguns pediram pra ela gravaram um cd com as mp3’s das bandas que tinha gostado muito.
A vontade dela era ouvir Matanza, Jason, Adrem e por aí vai... mas aí já era abusar demais.

Acabou mais um dia de trabalho e voltou pra casa satisfeita, feliz, por existir o final de semana. Lembrou também, que havia esquecido de fazer aquele relatório que iria fazer durante seu horário de almoço. Resolveu fazer em casa e dar uma desculpa de que o problema era com a conta de e-mail. E simplesmente sorriu.
Esqueceu dos convites pra sair, o motivo maior era a cólica que só aumentara com o passar do tempo. Chegou em casa, tomou outro banho, fez alguns poucos trabalhos no computador e assim, resolveu encerrar seu dia... mais um dia igual a qualquer outro.