segunda-feira, junho 04, 2007

Da série: Lembranças ou Do sentimentos: Saudades...

Resolveu aproveitar o final de semana pra simplesmente não fazer nada, ou ficar em casa o dia inteiro e arranjar um monte de coisa pra fazer. Acordou na hora que bem quis e tinha valorizado mais isso, a partir do momento que começou a trabalhar.

Na realidade, nem foi num horário que ela quis... foi acordada praticamente com esmurrões juvenis na porta do seu quarto. Se deu conta que sua sobrinha queria entrar em seu quarto e estava disposta a fazer isso de qualquer forma, mesmo que fosse de um jeito não tão amigável.

“Lembrou que o final de semana tinha se tornado algo um pouco sem graça a partir do momento que conheceu ele, mas resolveu fazer o seu rolar sem nenhum plano”.

Abriu a porta e deu de cara com o anjo mau que fazia com que saísse do seu estado de hibernação. O monstrinho simplesmente abriu o sorriso mais lindo do mundo, deu um grito e correu pro seu quarto. Se ela não tivesse dado aquele sorriso, teria a certeza que o grito seria de pavor, visto que não era tão bem assim em seu despertar. Coitado de um futuro marido.

“...”.

Foi até o banheiro, lavou o rosto e logo em seguida pra cozinha caçar o que comer. Relembrou em voz alta para si mesma que esse seria seu ultimo final de semana regado a besteiras, esfirras, pizzas e qualquer outra coisa que faça com que qualquer ser humano se tornarem monstros. Como se não tivesse feito essas promessas durante o decorrer do ano inteiro.

Resolveu reformar o seu quarto, começando pela arrumação de armários e pelo seu computador. Resolveu também, reativar vários projetos que haviam sidos “deixados para depois” e pra isso, precisaria varrer muitas coisas inúteis de perto de si. E se deu conta que um final de semana pra fazer tudo isso é “muito pouco” tempo.
Começou pelo o primeiro armário e logo de cara se deparou com o álbum de foto.
Chorou e riu muito em vários momentos, relembrando várias situações passadas.
Sentiu saudades da mãe que está agora no exterior. Sentiu saudades dos amigos que morava longe também. Abriu uma pasta de foto e sorriu.

“Por que será que existe a distância? Seria pra gente valorizar mais certas coisas? Só sabia que tudo que ela queria no momento, era que aquele momento daquela foto que admirava tão pensativa, se tornasse novamente real... e não eternizada ali. Queria ele ali, agora, ao seu lado. Ahhh, como queria... pensou em bruxaria, mais resolveu mergulhar em suas recordações mais doces”.

O que seria das pessoas sem as fotos? O que seria de uma pessoa sem recordações, sem momentos vividos intensamente e sido eternizado ali, por uma simples máquina fotográfica? E ela ficou bons minutos avaliando cada foto guardada e lembrando de muitas coisas. Lembrando de muitas coisas mesmo, como a seguinte:

Um comentário:

Anônimo disse...

tô adorando isso aqui... adoro quando você escreve uma história onde a protagonista é você mesma... só que dessa vez, não pára não. Deixe se tornar pública todas essas lembranças maneiras...